A adolescência é uma fase evolutiva na vida do ser humano onde se busca
uma nova forma de visão de si e do mundo; uma reedição de todo desenvolvimento
infantil visando definir o caráter social, sexual, ideológico e vocacional.
Podemos dizer que adolescência é sinônimo de crise, pois o adolescente, em
busca de identidade adulta, passa para o período “turbulento” (variável segundo o
seu ecossistema sócio-familiar).
A esta crise, provocada pela ampla e profunda desestruturação em todos os
níveis da personalidade, segue-se um processo de reestruturação, passando por
ocasiões nas formas de exprimir-se ao longo dos anos.
O eixo central dessa reestruturação é o processo de elaboração dos lutos
gerados pelas três perdas fundamentais desse período evolutivo:
1. Perda do corpo infantil:
2. Perda dos pais da infância:
3. Perda da identidade e do papel sócio-familiar infantil:
Para atingir a fase adulta, o adolescente deverá fazer uma síntese de todas
essas identificações desde a infância.
Essas perdas se elaboram realizando-se verdadeiros processos de luto,
psicanaliticamente falando.
O adolescente exterioriza os seus conflitos e formas de elaboração de acordo
com as suas possibilidades e as do seu meio, com as suas experiências psicofísicas, ocorrendo o que chamamos de “patologia normal da adolescência”.
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